Qual a importância dos exames radiológicos para o tratamento dentário?

A saúde bucal se baseia em prevenção e correção de problemas vindos de diversas naturezas, como estilo de vida e condições genéticas. Existem algumas doenças que, se não diagnosticadas com precisão, podem ser irreversíveis causando prejuízos aos dentes, osso alveolar e outras regiões bucais.

Com os exames radiológicos, que são o que de mais desenvolvido há na elaboração de diagnóstico e planejamento de tratamentos, é possível agir com precisão nas regiões afetadas por fraturas e até mesmo descobrindo dentes inclusos que possam causar prejuízo à vida do paciente acometido.

Planejamento de cirurgias odontológicas nascem dos exames radiológicos

A escolha de uma cirurgia como parte fundamental para solução de um problema é possível por conta da precisão dos diagnósticos. Afinal, não é possível definir um procedimento sem saber a sua natureza e aonde precisamente é preciso atuar para extinguir de vez a causa. Por exemplo, em procedimentos de implantodontia, só acontece a cirurgia com o conhecimento total da condição óssea, para avaliar a necessidade de enxertos e a qualidade da fixação entre implante e o osso em si.

Ortodontia também é beneficiada diretamente pela radiologia odontológica

Além de permitir precisão na confecção de moldes de gesso, avaliação da condição bucal para a validação de colocação de aparelhos corretivos, os exames criam um histórico para que a avaliação da evolução dos tratamentos seja possível e assim, haja a aplicação das melhores soluções para as doenças tratadas pelos profissionais.

Outra especialização que se baseia nos resultados dos exames radiológicos é a periodontia, com a qualidade dos exames de imagens, é possível verificar com precisão a perda óssea e assim, avaliar qual o melhor tratamento para que não haja nenhum prejuízo ao paciente que será submetido aos tratamentos pertinentes. A Dental Cadi realiza diversos exames para tornar os tratamentos mais precisos, aumentando a qualidade de vida das pessoas submetidas!

Informática e Informática em Saúde – Parte II

A caracterização do termo “informática” decorre dos anos 60. Antes, nos anos 40, a “cibernética”, palavra do grego antigo que serve para designar o piloto, e, reinterpretada como meio de governar, surge como uma forma de congregar questões que se encontravam entre diversos campos de saberes, e focada principalmente nos processos de comunicação, da informação e do controle, aventurando-se também pelos fenômenos de tomada de decisão. Mas a partir de 1948, a informática passa a reconhecer o emprego dos computadores, sem que seus fundadores possam ser reconhecidos como ciberneticistas, pois muitos pertenciam a outras disciplinas que não desejavam abandonar. Por outro lado, novas questões em torno dos computadores continuavam crescendo e se especializando em um novo campo de saber, o que fez com que múltiplos eventos acabassem por cristalizar uma área na Cibernética nos termos Computer Science (Ciência da Computação) nos países anglo-saxões, Informatik na Alemanha e Informatique na França.

O termo “informática” foi criado, mais precisamente, em 1962, por Philippe Dreyfus, por meio da fusão de dois outros: informação e automático, ou seja, para representar a tradição milenar do automatismo (regulação e controle focados pela cibernética) sobre a informação, mas considerando o autômato programável para calcular e processar a informação. Em troca, a Informática acabou por representar muito mais para o desenvolvimento da automação que todos os domínios que a precederam. Assim, nas sociedades contemporâneas, entende-se que não é possível discutir “informação” de forma desarticulada do debate das tecnologias que lhe dão suporte, mais precisamente a Informática. Cada uma delas conserva a sua especificidade epistêmica e funcional, constituindo as faces de uma mesma moeda. A Informática em Saúde, também designada de Tecnologia da Informação em Saúde, pode ser definida como “a aplicação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para facilitar a criação e o uso de dados, de informação e de conhecimento de saúde para suportar e viabilizar todos os aspectos do sistema de saúde” [ISOTC-215].

Por outro lado, a área de Telemedicina, que também utiliza recursos tecnológicos para desenvolver ações de saúde a distância, tem uma influência nessa perspectiva histórica, principalmente a partir dos anos 90.Antes, a Saúde sempre tentou utilizar os avanços tecnológicos das comunicações para permitir uma ação de saúde a distância por meio de cartas, telegrafia, radiofonia, telefonia, circuitos de TV e enlaces de satélite, mas sempre caracterizados por um serviço ponto a ponto. Um dos principais propulsores foi a monitorização remota dos astronautas e cosmonautas nos anos 60 e 70. No entanto, nos anos 90, com o aparecimento dos computadores pessoais e da internet, os PCs se tornaram um meio poderoso para o desenvolvimento da Telemedicina. Essa convergência entre o computador e um meio de comunicação digital padronizado permitiu um modelo de serviço de muitos para muitos, tanto no alcance como na modalidade de mídias, sempre utilizando o mesmo meio mediado por computador.

Nos anos 2000, tanto a Informática em Saúde quanto a Telemedicina foram reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde na forma de Tecnologias de Comunicação e Informação em Saúde, essenciais para a solução do problema de acesso à saúde de qualidade e à educação para a saúde. Mais recentemente, a OMS tem se referido ao termo e-Saúde (e-Health) da mesma forma que outras áreas de conhecimento reconhecem nas TIC uma transformação cultural e econômica – a chamada economia do conhecimento -, e atribui a e-Saúde ou saúde eletrônica um papel de contribuir para uma forma de consumo de saúde e bem-estar.

Cenário Nacional

As primeiras aplicações de informática em Medicina e no tratamento de saúde no Brasil começaram por volta de 1968 com a instalação dos primeiros computadores de grande porte (mainframes) nos hospitais e universidades públicas e com o uso de calculadoras programáveis em aplicações de pesquisas científicas. Minicomputadores, como o IBM1130, foram instalados em diversas universidades e as primeiras aplicações foram desenvolvidas a partir deles, como o senso hospitalar na Escola de Medicina de Ribeirão Preto e os arquivos principais dos pacientes (patient máster files) no Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo, respectivamente nas cidades de Ribeirão Preto e São Paulo.

Daniel Sigulem, Professor Titular em Informática em Saúde na Unifesp e um dos pioneiros no Brasil, em sua tese de Livre-Docência, afirma que, no Brasil, a situação dessa especialidade era bastante diversa do que ocorria na quase totalidade dos países do hemisfério norte e da Europa, onde a informática médica implicava hardware e software avançados e abundância de recursos para o desenvolvimento e a manutenção de sistemas que utilizavam tecnologia de ponta.

Apesar das restrições impostas inicialmente pelo estabelecimento de uma comissão para a Coor- denação de Atividades na Área da Eletrônica (CAPRE) em 1972 e, depois, pela Lei Nacional de Informática institucionalizada em novembro de 1984 (BOTELHO, 1989), a área de informática aplicada à saúde era estudada, acompanhada e desenvolvida por grupos isolados em todo o país. Destacam-se, entre outras, as iniciativas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP –, da Universidade de São Paulo, da Escola Paulista de Medicina e da própria máquina do governo federal.

Durante os anos 70, vários minicomputadores foram instalados nos hospitais públicos e nos das forças armadas, sendo utilizados mais intensamente nas unidades de tratamento intensivo, no diagnóstico cardiológico, bem como, no monitoramento do paciente e em outras aplicações.

No começo dos anos 80, com a chegada dos microcomputadores com valores mais baratos, ocorreu um grande surgimento de aplicações em saúde para computadores. Em 1986, a Sociedade Brasileira de Informática em Saúde foi fundada. O I Congresso Brasileiro de Informática em Saúde ocorreu, e o Jornal de Informática em Saúde brasileiro foi publicado.

No Brasil, tivemos duas universidades pioneiras no ensino e na pesquisa de informática médica. Tanto a Universidade de São Paulo quanto a Universidade Federal de São Paulo oferecem programas de graduação altamente qualificados na área assim como programas de extensão de graduação (mestrado e doutorado).

Sigulem descreve um pouco da história do início da Informática em Saúde na Unifesp:

“Na Escola Paulista de Medicina, hoje Universidade Federal de São Paulo, a informática começou a ser implantada em 1976 graças à visão, em nossa opinião revolucionária na época, de um de seus médicos, o Professor Doutor Silvio Borges.

Ciente das necessidades de coleta padronizada da informação e de seu adequado armazenamento, esse professor criou o Serviço de Informática, que mais tarde se transformou no Centro de Processamento de Dados (CPD) da Escola Paulista de Medicina.

Diversos protocolos de coleta sistematizada de informações foram idealizados pelo professor Silvio e são referidos até hoje por sua engenhosidade e adequação e por revelarem uma visão de futuro extremamente precisa. No entanto, muito pouco foi implementado. O professor vivia em uma época muito além da sua – não havia nem máquinas, nem aplicativos, e nem recursos humanos adequados para permitir que suas ideias fossem colocadas em prática.

O CPD da EPM, hoje Departamento de Processamento de Dados, tem como tarefas o gerenciamento das informações administrativas da instituição e também o das informações do seu Hospital Universitário – o Hospital São Paulo (HSP).

A Informática em Saúde começou a ser concebida, em 1985, na pequena “sala de informática” insta- lada na Disciplina de Nefrologia do Departamento de Medicina da Escola Paulista de Medicina, criada devido à sensibilidade, ao incentivo e ao apoio da chefia dessa Disciplina.

Começamos com vantagens em relação a diversos precursores da informática médica do mundo, já na era da microinformática. Acreditávamos firmemente que a informática médica ocuparia um lugar cada vez mais importante dentro das instituições de saúde.Tínhamos um sonho viável, porém ambicioso, e para concretizá-lo necessitávamos conhecer os fundamentos teóricos da área e acompanhar o que estava sendo desenvolvido em centros de excelência.

A primeira oportunidade de conhecer o ‘estado da arte’ ocorreu em 1986 quando a Organização Pan-americana de Saúde patrocinou uma viagem de estudos de um grupo de jovens administradores da América Latina. Durante 15 dias de intensa convivência e de discussões, participamos do Fifth Congress on Medical Informatics, do Tenth Annual Symposium on Computer Applications in Medical Care (SCAMC) e do workshop International Collaboration on the Application of Medical Informatics em Washington.

Nessa visita, conhecemos alguns institutos de pesquisa em Informática em Saúde como a National Library of Medicine NLM – sediada no National Institutes of Health. Essa visita causou um grande impacto em todo o grupo devido a sua incrível infraestrutura de informática composta, nessa ocasião, por 2200 microcomputadores e quatro mainframes IBM 3090. A NLM já era informatizada e possuía centenas de microcomputadores à disposição do público.

Ainda nessa viagem, conhecemos o projeto pioneiro da Lister Hill National Center for Biomedical Communications que desenvolvia a metodologia para gravar o acervo do Medline em CD-ROM. Tivemos ainda, durante esse seminário, contato com a área da Inteligência Artificial e nos emocionamos com a frase do Professor Marvin Minsky referindo-se a uma biblioteca do ano 2020, citada na abertura do SCAMC pelo Professor Edward A. Feigenbaum (FEIGENBAUM, 1990):‘você pode imaginar que no passado havia bibliotecas onde os livros não conversavam uns com os outros?’

Participamos de discussões em um ambiente onde a Informática Médica já estava consolidada há mais de 15 anos e com profissionais experientes na área.

Vimos alguns resultados e muitos projetos em desenvolvimento, contudo era difícil absorver as dificuldades não só porque não as conhecíamos, mas, sobretudo, porque experiência não se aprende – adquire-se.

Não temos hoje a menor dúvida de que essa viagem nos marcou profundamente e definiu o rumo de nossas pesquisas.

Conscientes da imensa distância existente na área entre a situação brasileira e a dos países desenvolvidos, os grupos de pesquisadores mapeados, agregados e estimulados pelo Doutor Reginaldo de Holanda Albuquerque, superintendente da área de Ciências da Vida do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico – CNPq –, começaram a movimentar-se e a mostrar ao país que era preciso preocupar-se com a Informática em Saúde.

Em fevereiro de 1988, a Secretaria Especial de Informática (SEI) do Ministério da Ciência e Tecnologia – através da Comissão Especial de Informática em Saúde, composta por dezenas de representantes do setor de saúde do país, dos governos federal, estaduais e municipais, de hospitais, universidades, centros de pesquisa e associações profissionais – apresentou a Proposta de Plano Setorial de Informática em Saúde, visando à orientação do uso da informática tanto nos aspectos da aplicação da tecnologia para a solução dos problemas relativos à promoção, prevenção e recuperação da saúde da população quanto nos aspectos de produção de equipamentos, programas e serviços necessários a essa aplicação (MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA; CONIN – CONSELHO NACIONAL DE INFORMÁTICA E AUTOMAÇÃO; SEI – SECRETÁRIA ESPECIAL DE INFORMÁTICA – 1988).

Várias necessidades estão evidenciadas nesse documento (APÊNDICE A): a de formar profissionais especializados na área e a de equipar os centros de pesquisa já existentes, bem como a de dar suporte a grupos emergentes, entre outras.

Em 1986, com o apoio da então Diretoria da Escola Paulista de Medicina e com a predisposição dos órgãos governamentais e de fomento de dar suporte aos centros de pesquisa de Informática em Saúde, o Centro de Informática em Saúde da Escola Paulista de Medicina – CIS-EPM – deixava de ser um ideal de poucos e passava a ser uma necessidade institucional e um compromisso com a sociedade.     Em março de 1988 o CIS-EPM foi oficialmente inaugurado”.

O CIS foi responsável, em seus primeiros dez anos de existência, pela disseminação da cultura da Informática em Saúde da Unifesp, bem como pela implantação da infraestrutura física de comunicação da rede de TI da Unifesp. Nesse período também foi criada a disciplina de Informática em Saúde para os cursos de graduação da universidade. Além disso, investigaram e desenvolveram diversos sistemas e aplicativos orientados ao gerenciamento da informação em saúde e à educação a distância. A partir de 1999, o CIS passou a se chamar DIS – Departamento de Informática em Saúde -, integrando os departamentos acadêmicos da Unifesp. Em 2002, o DIS recebeu aprovação da Capes para os cursos de mestrado e doutorado – a primeira pós-graduação stricto sensu em Informática em Saúde na América Latina e Caribe.

O Brasil utiliza sistemas de informação de reconhecida qualidade: o sistema bancário, o sistema de votação eletrônica e o sistema de declaração de ajuste de renda por meio da internet são exemplos de sistemas críticos que atendem ambientes complexos. O Brasil se encontra entre os 10 países que mais uso fazem de transações eletrônicas [Folha, 2013]. Entretanto, na área da saúde, ainda há muito a ser desenvolvido.

No Brasil, considerando que a saúde é um direito universal, a área da Informática em Saúde é um serviço para a sociedade, para a justiça social e o exercício para garantir atenção integral à saúde com qualidade equanimemente distribuída. Informações e Informática em Saúde produzidas, desenvolvidas, geridas e disseminadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) constituem um bem público e um patrimônio da sociedade brasileira que são determinados pelo contexto histórico, político, social, econômico e científico em que são gerados e desenvolvidos pelas articulações federativas, pesquisas em torno das condições de saúde-doença-cuidado de indivíduos, de populações e de seus determinantes, no mínimo, cumprindo a Lei de Acesso à Informação – Lei 12.527/2011 – e a democratização da informação em saúde como direito de todos e como um dos alicerces da cidadania.

A história brasileira da Informática em Saúde, os estudos sobre as experiências de implantação dos sistemas de informações de saúde de base nacional, as diversas iniciativas do Cartão Nacional de Saúde desde 1999, os diferentes esforços para uma Política Nacional de Informação e Informática em Saúde são exemplos de algumas referências a serem levadas em conta por suscitarem velhas questões ainda não resolvidas e questões novas, que requerem respostas novas para a melhoria da informação e da Informática em Saúde no Brasil.

A análise da construção histórica da informação e da Informática em Saúde evidencia disputas ao longo desse processo. Observam-se as diferentes concepções de saúde e de política de saúde, o que inclui as opções em torno das tecnologias de informação adotadas e, eventualmente, até a pressão do mercado da computação e das telecomunicações.

Nessas disputas a informação em saúde é trabalhada como recurso/instrumento (matéria-prima) que agrega valor a produtos e processo, um insumo fundamental para os processos dos sistemas de saúde, como também a Tecnologia da Informação tem mudado a forma de se oferecer serviços de saúde. A saúde depende de conhecimento e de tecnologia para ampliar o alcance e a qualidade dos seus serviços. O Brasil tem larga experiência no uso de Sistemas de Informação em Saúde. Recentemente têm sido desenvolvidos esforços significativos para melhorar e adequar os sistemas de informação às três esferas de governo. São necessários, entretanto, esforços em longo prazo, já que a experiência inter- nacional aponta que os resultados do investimento em e-Saúde começam a surgir, em média, cerca de sete anos depois de iniciados os programas nacionais de e-Saúde.

Em 1996 foi criada a RIPSA (Rede Interagencial de Informação para a Saúde – Ministério da Saúde e OPAS), que tem como propósito promover a disponibilidade adequada e oportuna de dados básicos, indicadores e análises sobre as condições de saúde e suas tendências, visando aperfeiçoar a capacidade de formulação, gestão e avaliação de políticas e ações públicas pertinentes. É responsável por articular com as entidades representativas dos segmentos técnicos e científicos nacionais envolvidos na produção, análise e disseminação de dados, viabilizando parcerias capazes de propiciar informações úteis ao conhecimento e à compreensão da realidade sanitária brasileira e de suas tendências. Em 2012, depois do Ministério da Saúde (MS) redefinir o Comitê de Informação e Informática em Saúde (CIINFO) em 2011, foi elaborada uma nova versão da Política Nacional de Informação e Informática em Saúde (PNIIS) cujo texto atual apresenta princípios e diretrizes, tendo como base a melhoria do acesso e da qualidade no SUS; a transparência e a segurança das informações; o suporte da informação para tomada de decisão por parte do gestor e profissional de saúde; e, por fim, o desenvolvimento institucional do SUS. Nele a interoperabilidade dos sistemas de informação em saúde é condição central nessa política; sendo assim, a PNIIS visa ainda a uma melhor governança no uso da informação em saúde e dos recursos de informática, integrando-se ao conceito de Governo Eletrônico.

Por outro lado, as TIC em saúde avançaram muito também desde 2006 quando foram lançados dois projetos nacionais de Telessaúde, a saber: a Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) e o Telessaúde Brasil Redes.

A Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), uma iniciativa do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apoiada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pela Associação Brasileira de Hospitais Universitários (Abrahue), sob a coordenação da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), visa contribuir com a melhoria de acesso e com o aprimoramento da infraestrutura para a Telemedicina já existente em hospitais universitários e de ensino, bem como promover a integração de projetos entre as instituições participantes. O Telessaúde Brasil Redes é o programa do Ministério da Saúde para apoiar a consolidação das Redes de Atenção à Saúde (RAS), que são ordenadas pela Atenção Básica do SUS por meio de teleconsultoria, telediagnóstico, segunda opinião formativa e tele-educação.Ambos os projetos ampliaram a disseminação do conceito de tecnologia de informação e comunicação na saúde por meio dos núcleos e das unidades de telessaúde, pontos de serviços de saúde a partir dos quais os trabalhadores e profissionais do SUS demandam telessaúde. O sucesso foi tão grande que o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) de 2010 incluiu a cobertura total de todos os estabelecimentos de saúde nos seus objetivos de conectividade pelo país para a economia do conhecimento da sociedade brasileira.

Dentes do siso: entenda por que a extração é tão comum

Dentes do siso são os últimos molares de cada lado dos maxilares. São também os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade.

Eles vêm perdendo utilidade na boca, pois nossos hábitos alimentares mudaram. Os alimentos estão cada vez mais processados, contribuindo para o desaparecimento dos quatro dentes. Como o esforço para mastigar os alimentos é menor, há uma diminuição do estímulo de crescimento, levando à falta de espaço para acomodar mais dentes.

A maioria dos dentistas acredita que crianças que passam por um tratamento ortodôntico desde cedo, provavelmente vão desenvolver os dentes do siso de forma correta, sem prejudicar a arcada dentária. A partir dos 12 anos, em média, os sisos já são visíveis em exames de radiografia. Mas mesmo antes disso, a criança já pode ser avaliada quanto à necessidade de tratamento ortodôntico preventivo.

Extrair ou manter?

A extração deles é frequentemente recomendada. Mesmo sendo um tabu para muita gente que odeia sentar na cadeira do dentista, existem vários motivos para a sua retirada: a posição em que eles se encontram dificulta a higienização correta e, quando nascem com algum desvio, causam o apinhamento de outros dentes.

Os sisos que são saudáveis e normalmente posicionados, não causam problemas E não precisam de extração. Geralmente, os dentes que permanecem inclusos, intra-ósseos, numa posição normal, também estão livres de cirurgia.

Como são extraídos?
A extração se faz de forma rotineira. O dentista pode recomendar anestesia geral ou local. Em seguida, o dente é removido e os pontos são dados. A técnica cirúrgica varia conforme o posicionamento do dente. Após a cirurgia, o paciente precisa morder suavemente um pedaço de gaze durante 30 a 45 minutos após deixar o consultório, para estancar qualquer sangramento que possa ocorrer.

O pós-operatório inclui repouso, compressas com gelo, anti-inflamatório ou antibiótico e cardápio frio e pastoso. Sentir um pouco de dor ou inchaço é normal. Passados cerca de sete dias, os pontos são retirados.

Nos casos de dentes que ainda não nasceram mas precisam ser retirados, a cirurgia é um pouco diferente. O local é anestesiado e a gengiva recebe um corte para que o dente seja extraído. Há muitos casos de dentes que ainda estão totalmente dentro do osso. Nestas situações, também é preciso remover um pedaço do osso para fazer a retirada do dente, detalha o especialista. Os cuidados para a recuperação são os mesmos da extração mais simples.