Protocolos de Biossegurança para exames Radiográficos

Você sabia que existem protocolos de biossegurança para efetuar exames radiográficos radiológicos?

A adoção do protocolo de controle de infecção e de normas de biossegurança nos consultórios odontológicos pode evitar a infecção cruzada, que poderá afetar não só o profissional da saúde, mas toda sua equipe, técnicos de laboratório e pacientes, devido à exposição de uma grande variedade de microrganismos presentes no sangue e na saliva dos pacientes. Considerando que a anamnese e os exames clínicos e laboratoriais não podem identificar todos os pacientes infectados, as normas de biossegurança devem ser rigorosamente adotadas para todos os pacientes.

A utilização do exame radiográfico como meio auxiliar no diagnóstico tem sido cada vez maior na Odontologia e as exposições radiológicas na área da saúde constituem a principal fonte de exposição da população às fontes artificiais de radiação ionizante. Dessa forma, torna-se necessário estipular determinadas condutas quanto ao uso correto dos raios-X.

Os danos que os raios-X podem causar ocorrem nas substâncias químicas localizadas dentro de cada célula do corpo humano e não são observadas imediatamente (quanto mais energia de raios-X é absorvida mais produtos químicos vitais – DNA, RNA – são danificados). As células embrionárias são mais radio sensíveis que as adultas por estarem em processo mitótico, por isso as células malignas, por se dividirem rapidamente, podem ser destruídas pela radiação.

A Secretaria da Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde publicou a Portaria 453, de 1 de junho de 1998, que estabelece as condições adequadas de proteção radiográfica em radiodiagnóstico odontológico. As principais diretrizes desta portaria que regulam o uso dos raios-X na Odontologia estão relacionadas ao:

– Ambiente: que permita o afastamento de dois metros do profissional em relação ao paciente, a presença do avental e colar de chumbo na espessura de 0,25 mm;
– Equipamento: tensão do tubo deve ter, preferencialmente, mais que 60 kVp, aparelhos com 70 kVp deve ter filtro de Al não inferior a 1,5mm, colimação com diâmetro de campo de radiação de seis centímetros na extremidade do localizador, que deve ter tamanho mínimo de 20 cm;
– Processamento radiográfico: devem ser seguidas as recomendações do fabricante quanto ao preparo, concentração e uso da solução de processamento;
– Controle de qualidade: deve ser realizado a cada dois anos e executado por profissionais qualificados;
– Procedimentos de trabalho: devem ser adotados procedimentos para reduzir a dose nos pacientes, no operador, na equipe e no público.

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